Oh, oráculo dizei-me qual caminho devo seguir, caminhei
por três dias sem parar, a sede e o frio me consomem. Preciso de uma
resposta para meu pobre povo, moribundo e amedrontado. As ameaças vem de todo lugar.
Até Hipócrates a quem julguei ser amigo para ajudar-me no comando das batalhas,
virou-me as costas.
Solidão, solidão. A dureza da vida me fez perder a visão de quem realmente sou.
Oráculo! Responda-me!
Quem julga ser tão digno? Quem acredita na própria virtude à ponto de inquirir- me sobre a vida ou como deve dominar seu povo?
Ah, pobre rapaz, que julgas ser rei. Quem enganou-te, cometeu grande agravo, contra ti e teu pobre povo.
Tens pena de ti e julgas zelar pelo povo,mas o que desejas somente são as glórias do reinado, ninguém houve que te ensinasse das perdas que fazem parte da nossa história desde o começo dos tempos.
Vem e olha a tua esquerda e direita ,dize-me o que vês?
O que vejo é a minha imagem refletida em seus muitos espelhos, também vejo minha imagem se agigantar diante de mim.
O que acreditas ser isto, filho?
Ah,oráculo, vejo o quão pequeno sou e como crescerei e dominarei terras e povos.
Agora vem e olha ao centro e dize-me que vês?
Nada vejo,nada,nada.
Para dominar e conquistar é necessário conhecimento . Principalmente o da alma. E este, rapaz, ainda não tens . Colocaram tantas cargas,expectativas...
Pobre rapaz,és o desejo de teu pai ,o sonho de tua mãe, a necessidade do teu povo,a inveja dos oponentes do reino,mas quem és diga- me quem és?
Poderias responder-me quem és ? Ou ainda qual teu desejo, sonho ou necessidade. Qual o motivo de tua ira ou inveja? Conheces o que faz teu coração ferver ou estás tão congelado que nem sabes mais?
Confesso,oh sábio oráculo, não poder responder a nenhum questionamento.Ando perdido...um cego guiando a outros. Mas não podes culpar- me pela imagem que propagaram de mim.Seria culpado por esperarem de mim o que nunca prometi?
Podes não ter prometido,porém calou-se, este foi teu crime. Deixar que tua fama seja maior que a ti mesmo.Ou que a idéia de tua vergonha sobrepujasse o delito. Tua passividade devorou te. Perdido estás, e já não encontras quem te ajude.
Consiste uma grande virtude buscar saber-se de si ,não o que esperam ou o que difamam.
Mas como saberei quem sou?
Talvez a resposta que buscas seja mais simples e esteja tão perto que nem imaginas.
Viver,viver...não existem respostas,fórmulas exatas. Hoje teu amigo,amanhã já não é mais. Teu povo oprimido um dia gozará dias de paz.Cabe viver a vida como nos é apresentada,nem tudo pode ser mudado,quase nada tem resposta.
O jovem ouviu e calmamente deixou o local.Nunca mais voltou.
Tempos passaram e notícias de vitórias e derrotas por ele vividas.
Viver,viver,vi ver...
Solidão, solidão. A dureza da vida me fez perder a visão de quem realmente sou.
Oráculo! Responda-me!
Quem julga ser tão digno? Quem acredita na própria virtude à ponto de inquirir- me sobre a vida ou como deve dominar seu povo?
Ah, pobre rapaz, que julgas ser rei. Quem enganou-te, cometeu grande agravo, contra ti e teu pobre povo.
Tens pena de ti e julgas zelar pelo povo,mas o que desejas somente são as glórias do reinado, ninguém houve que te ensinasse das perdas que fazem parte da nossa história desde o começo dos tempos.
Vem e olha a tua esquerda e direita ,dize-me o que vês?
O que vejo é a minha imagem refletida em seus muitos espelhos, também vejo minha imagem se agigantar diante de mim.
O que acreditas ser isto, filho?
Ah,oráculo, vejo o quão pequeno sou e como crescerei e dominarei terras e povos.
Agora vem e olha ao centro e dize-me que vês?
Nada vejo,nada,nada.
Para dominar e conquistar é necessário conhecimento . Principalmente o da alma. E este, rapaz, ainda não tens . Colocaram tantas cargas,expectativas...
Pobre rapaz,és o desejo de teu pai ,o sonho de tua mãe, a necessidade do teu povo,a inveja dos oponentes do reino,mas quem és diga- me quem és?
Poderias responder-me quem és ? Ou ainda qual teu desejo, sonho ou necessidade. Qual o motivo de tua ira ou inveja? Conheces o que faz teu coração ferver ou estás tão congelado que nem sabes mais?
Confesso,oh sábio oráculo, não poder responder a nenhum questionamento.Ando perdido...um cego guiando a outros. Mas não podes culpar- me pela imagem que propagaram de mim.Seria culpado por esperarem de mim o que nunca prometi?
Podes não ter prometido,porém calou-se, este foi teu crime. Deixar que tua fama seja maior que a ti mesmo.Ou que a idéia de tua vergonha sobrepujasse o delito. Tua passividade devorou te. Perdido estás, e já não encontras quem te ajude.
Consiste uma grande virtude buscar saber-se de si ,não o que esperam ou o que difamam.
Mas como saberei quem sou?
Talvez a resposta que buscas seja mais simples e esteja tão perto que nem imaginas.
Viver,viver...não existem respostas,fórmulas exatas. Hoje teu amigo,amanhã já não é mais. Teu povo oprimido um dia gozará dias de paz.Cabe viver a vida como nos é apresentada,nem tudo pode ser mudado,quase nada tem resposta.
O jovem ouviu e calmamente deixou o local.Nunca mais voltou.
Tempos passaram e notícias de vitórias e derrotas por ele vividas.
Viver,viver,vi ver...

Nenhum comentário:
Postar um comentário