Nas paredes os quadros tortos.
A tinta desbotada.
O reboco do teto caído.
Teias e poeira por todos os lados.
Como alguém pode morar aqui?
O chão encardido, grudento.
O ar é abafado cá dentro.
Difícil mesmo é o respirar.
Quem por própria vontade
se deixaria aprisionar?
No peito o grito de socorro.
A vontade de pular pela janela,
sem importar a altura da queda.
Castelo abandonado;
Mal assombrado;
Em declive construído.
Arruinado está.
Desejos esmagados;
Sonhos dissipados;
Espinhos à frente.
Nada nos deixa contente.
Enfileirados, cabisbaixos
Abandonados e maltrapilhos
Estão nossos filhos.
Fujamos enquanto é hora.
Não deixe que o amor nos aviste,como outrora.
Quem sabe um dia após longa caminhada ...
Alcancemos paz;
A paz do esquecimento
E nada mais.
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