quinta-feira, 30 de abril de 2015

Invisível

A sociedade é uma mãe cruel. Mais distante que qualquer réptil de sua cria. Ela põe seus ovos e pronto. Que choquem, eclodam ,se safem ou se danem sozinhos. Qual abortos tardios,famintos e com frio,sem esperança vamos seguindo. A mãe não dá nada não ,eu tomo a força o pão , o tênis , o celular , o respeito que a violência me dá. Quantos anos mais viverei? Ninguém sabe e nem eu. Sou invisível vivo e se morro indigente. E quem liga ? Quem se lembrará da gente? Que fica parado nas esquinas, caminha a esmo pelas ruas, sob sol ou forte chuva. Quem se importa com a fome que me consome, com os trapos que visto e a violência da qual sou vítima desde que a mãe me deixou aqui. Eu ? Quem sou eu ? O que é ser eu? Tudo que sei de mim , é revelado pelas necessidades que tenho. Acho que não quero muito ,mãe . Queria comer ?ter uma família?uma roupa pra vestir? uma lembrança boa?...ah, fazer parte dos teus outros filhos mãe ,quem sabe eu possa ...Viver?

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