segunda-feira, 20 de abril de 2015
Desejo em 3 atos
Primeiro preciso me desculpar, sempre fui uma menina má. Minhas primeiras memórias de sedução, eu conscientemente desejava o toque de um amigo de papai em especial. Não sofri qualquer tipo de abuso. Isso me atormenta sobremaneira, queria tanto ser igual,amar, sofrer...
À tarde caía quando a conheci. Não havia nada de especial, exceto o fato de eu não me considerar gay. Avancei ,isto mesmo, ultrapassei todos os limites,por um desejo que já não cabia em mim. Prometi- lhe tudo. Parecia tão certo nosso amor, mesmo inexperiente foi quente e verdadeiro. Pouco tempo depois o conheci, era viajado, sabia de tudo...sempre. A segurança que passava...era tão sedutor. Me joguei ,sem reservas,mas não podia abrir mão do meu desejo mais selvagem,do prazer que ainda tinha junto dela. Então mantive os dois,obra de artista louco. Quando me julgava mestre na arte de enganar...o destino, sempre ele apronta comigo. Ele voltou de viagem, depois de anos ausente. Corri para seus braços amigos com urgência. Nem preciso dizer que nos amamos com sofreguidão...Ah! Vida não posso mais, culpa, raiva, decepção e prazer. Eu juro, quis contar tudo. Só não achei o meio correto, e fui protelando, até não poder mais. Era tão perfeito, tinha admiração, amizade e desejo. Pena não ser por uma pessoa, mas sim três. E foi lindo, viciante. Não me curei, nem sei se considero doença. Afinal eu me doei também, fui inteira em cada momento. Perdi um a um, como chuva que rega a terra. Procuro um amor...mas , espera meu telefone tá tocando...
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