segunda-feira, 20 de abril de 2015

Eu não sou tua costela (feminismo nos tempos de Eva)

Eu não sou tua costela!
Sou mais que isso.
Nem tua necessidade.
Muito menos o fim
da tua solidão.
Eu não sou tua costela.
Entenda ,sou mais que ossos, hormônios e curvas.
Sou sentimento, força, inteligência.
Nao sou o abraço com que sonhavas;
Tão pouco resposta às tuas indagações.
Também não sou tua metade;
Porque sempre fui inteira;
Não caia na grande  besteira
 de querer me completar.
Sou tudo;
Também sou nada.
O choro;
A risada.
Solidão e companhia.
Não sou a mulher ideal.
Ei, eu não sou tua princesa,
Tua gostosa ,tua nêga.
Não fui criada sob medida
Pra te divertir, servir;
Alimentar teu ego.
Também não sou frágil.
Oh, bicho cego!
Ainda por quanto tempo,
Tentarás me oprimir?
Com discurso vazio,
Fajuto de que me amas,
E por isso derramas
Meu sangue pelo chão?
Eu não sou tua costela.
Eu não sou tu,
E tu nunca será eu.
Precisas conhecer - me !
Reconhecer meu sorriso,
Meu choro
Meu fingimento
Meu gozo.
Minha alegria
Minha ironia.
Considera - me tão fácil
De decifrar ...
Só posso gargalhar
Da tua ignorância
Distância
Falta de jeito
Violência.
Talvez, por acreditar que vim de ti,
acreditas conhecer tudo de mim
Eu sei de onde venho, não é de ti.
Busquei conhecer - me e enganei- te.
E de uma vez por todas
Eu não sou tua costela!



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